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Greve dos Correios: mais de 93% dos funcionários registraram presença hoje, diz estatal

Greve dos Correios: mais de 93% dos funcionários registraram presença hoje, diz estatal

Redação

18/09/2013 - 19h00
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Apesar de 28 sindicatos de trabalhadores dos Correios ligados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) terem decretado greve, a estatal informou que 93,39% dos empregados registraram hoje (18) ponto de presença no sistema eletrônico da empresa, e continuam trabalhando.

Os Correios informam que a rede de atendimento da empresa funciona normalmente, inclusive nos 22 estados onde os funcionários decidiram pela greve. A exceção são os serviços de postagem, entrega e coleta de encomendas com hora marcada, mas restrito aos locais com a paralisação deflagrada.

Para garantir a entrega de cartas e encomendas e o atendimento em toda rede de agências, os Correios disseram que continuam aplicando medidas do Plano de Continuidade de Negócios. Entre as ações estão o uso de hora extra, mutirões para entrega nos fins de semana e o deslocamento de empregados entre as unidades.

Dos 35 sindicatos de trabalhadores dos Correios, 29 são ligados à Fentect. Segundo a entidade, a paralisação de hoje é “uma das maiores greves feitas pela categoria”. Em nota, a Fentect informa que as assembleias ocorridas ontem (17), quando a greve foi decretada, estavam “lotadas, com praças e subsedes repletas de trabalhadores votando pela paralisação”, e que uma “parcela muito maior de trabalhadores do interior está em greve”.

A entidade recusou a proposta apresentada pelos Correios, mas cinco sindicatos aceitaram. Ela propõe reajuste de 8% nos salários, garantia da manutenção de todos os benefícios com reposição da inflação integral no período (6,27%), abono de R$ 650,65, a ser creditado em dezembro para o Natal, e vale-cultura, segundo as regras de adesão ao programa implementado pelo governo federal.

Entre as reivindicações apresentadas, a Fentect pede 7,13% de aumento, alegando defasagem salarial causada pela inflação recente, mais 15% de aumento real, e R$ 200 de aumento linear para todos os servidores. Além disso, pede 20% de aumento pelas perdas salariais ocorridas desde o Plano Real.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou no início da semana o pedido de liminar dos Correios para que a greve fosse suspensa, ou que fosse mantido um contingente mínimo de 80% dos funcionários em cada uma das unidades da empresa.

O vice-presidente do TST, ministro Antônio José de Barros Levenhagen, instrutor do dissídio, considerou que o pedido para suspender a greve não se sustenta juridicamente, porque a Constituição assegura o direito de greve a todos os trabalhadores. Com relação à manutenção de 80% da atividade, ele disse que a empresa não apresentou elementos que permitam conferir se a paralisação implicou prejuízo à prestação de serviços à comunidade.

Outro ponto que, segundo a Fentect, tem gerado descontentamento entre os trabalhadores é o "sucateamento" do Correios Saúde, plano que atualmente é administrado pelo setor de recursos humanos da empresa. A preocupação é que ele seja repassado à iniciativa privada, sob o nome de Postal Saúde.

A estatal, no entanto, assegura que “todos os atuais direitos dos trabalhadores em relação ao plano de saúde estão garantidos”, o que inclui manutenção dos atuais beneficiários, inclusive pais do empregado que já estão cadastrados; cobertura de procedimentos; rede credenciada; e percentual de compartilhamento. Além disso, acrescenta, “não haverá nenhum custo adicional, repasse ou mensalidade aos empregados”.

Segundo a empresa, todo processo de migração para o Postal Saúde demanda autorização da Agência Nacional de Saúde (ANS). Além disso, a alteração da gestão será feita por um conselho formado por representantes indicados pelos Correios e por empregados.

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