Com suspeita de superfaturamento de até 190% na contratação de empresas, a ex-diretoria do Hospital de Câncer Alfredo Abrãao e a atual gestão participaram de acareação na Câmara de Vereadores para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde que investiga as fraudes no tratamento de radioterapia em Campo Grande. O oncologista Adalberto Siufi, pivô das investigações e os ex-diretores Blener Zan e Luís Felipe Terrazas fizeram parte da oitiva. A reportagem está na edição de hoje (21) do jornal Correio do Estado.
O ponto alto foi o relato da atual gestão, formada pelo diretor-presidenre Carlos Coimbra e diretor-administrativo, Jefferson Baggio de que uma auditoria interna identificou valores de dívidas com ex-empresas prestadoras de serviços muito acima do previsto. O múmero mais volumoso foi referente ao contrato com a distribuidora de medicamentos Mafra, que pelas informações, teria sido superfaturada em 190%.
Ocorre que a contabilidade da ex-gestão do Hospital de Câncer contabilizou uma dívida com a Mafra de R$ 771.341,39 em dezembro de 2011. No entanto, em auditoria recente, o valor real devido seria de apenas R$ 265.478,49. Causou estranheza nos novos diretores e também nos vereadores, o fato dessa empresa ter um contrato de exclusividade com a Fundação Carmem Prudente, mantenedora do hospital. “Mesmo seus medicamentos apresentarem preços muito acima do mercado, ela foi privilegiada com um contrato de exclusividade”, afirmou o presidente da CPI, vereador Flávio César. A reportagem é de Lúcia Morel.