Cidades

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Santa Catarina decreta estado de emergência

Santa Catarina decreta estado de emergência

Redação

24/09/2013 - 06h00
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Após as chuvas que deixaram 20 mil pessoas desalojadas em Santa Catarina no final de semana, o governador do Estado, Raimundo Colombo (DEM), assinou o decreto de emergência ontem. Mesmo com a situação mais controlada, o decreto vai garantir o repasse de verbas federais para reparar danos estruturais em pontes e rodovias. Colombo recebeu os ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e das Relações Institucionais, Ideli Salvati. Bezerra garantiu o repasse dos recursos federais, principalmente para prevenção. “Queremos fazer de Santa Catarina uma referência nacional em prevenção de desastres.”

Segundo o secretário da Defesa Civil, Milton Hobus, 70 cidades foram prejudicadas. “Tivemos êxito muito grande na saída das pessoas antes de a água chegar”, disse Hobus. O Rio Itajaí-Açu subiu quase 11 metros acima do nível normal. O município mais prejudicado foi Rio do Sul, que teve 1,5 mil pessoas desalojadas e 671 desabrigadas.

Em Blumenau, a Defesa Civil monitorou de hora em hora o nível do rio, que atingiu o pico e voltou a baixar na madrugada desta segunda. A cidade registrou alagamentos em ruas e pessoas tiveram de ser encaminhadas a abrigos. O Itajaí-Açu estava no começo da noite a 8,7 metros. O prefeito Napoleão Bernardes também decretou estado de emergência.

“Apesar de a chuva ter parado, a região costeira catarinense ainda sofre com a maré alta”, disse o meteorologista Marcelo Martins, do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina. Segundo ele, as preamares variam, em média, 1 metro nos municípios de Itajaí e São Francisco do Sul e na capital, Florianópolis. Martins alertou que há possibilidade de ressaca no litoral.

Mesmo com previsão de queda no volume de chuvas, a Defesa Civil mantém o alerta para risco de deslizamentos de encosta nos municípios da Grande Florianópolis, no litoral e no Planalto Norte, Vale do Itajaí, litoral sul, Meio-Oeste, Planalto e litoral sul. Podem ocorrer alagamentos e inundações nas áreas com drenagem deficiente, especialmente no litoral, vulnerável aos efeitos da maré, e na Bacia do Rio Itajaí. Há também alerta para inundações em Lages.

No Paraná, 48,3 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas de granizo e vendavais, em 38 municípios, que provocaram destelhamentos e acidentes com 38 pessoas, a maioria por queda na tentativa de consertar os telhados das casas. São João e Salto do Lontra decretaram emergência.

Ajuda federal

Ontem, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, disse que o governo federal vai prestar assistência financeira ao estado de Santa Catarina. Em visita ao estado, Bezerra Coelho explicou que aguarda um levantamento de informações para liberar recursos. “Certamente será preciso a recuperação de estradas vicinais, pontes e vias de acesso à zona rural em diversos municípios catarinenses”. O ministro da Integração chegou a Santa Catarina na manhã de ontem. Ele sobrevoou o Vale do Itajaí e foi ao Hospital Regional do município de Rio do Sul.

No Rio Grande do Sul, cidades contavam ontem os prejuízos provocados pela tempestade de granizo. Nonoai suspendeu as aulas para conserto dos telhados de escolas atingidas. A Defesa Civil calcula que 2 mil casas sofreram algum tipo de dano durante o temporal, que durou menos de meia hora. Além de Nonoai, 300 residências tiveram seus telhados perfurados em Planalto, 80 em Lajeado do Bugre, 500 em Santo Antônio do Palma, 300 em Gentil e 50 em Barracão.

Nesta terça-feira, os integrantes da Defesa Civil em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná farão uma nova avaliação dos estragos provocados pelas fortes chuvas.

Sobe para 27 mil número de desalojados no Paraná

Curitiba (AE) - Subiu para 27 mil, o número de pessoas desalojadas pelas chuvas e granizo e vendavais no Paraná, segundo o balanço da Defesa Civil, divulgado ontem. Os municípios mais atingidos foram Coronel Vivida, Dois Vizinhos, Corbélia, Marquinho, Prudentópolis e Salto do Lontra. Em Corbélia e em Prudentópolis, locais onde foram registrados os maiores prejuízos, o governo do estado deve decretar estado de emergência. Até o momento o governo estadual entregou 300 bobinas de lona para essas localidades.

“As prefeituras, com os apoios dos coordenadores regionais da Defesa Civil, estão concentradas para registrar as ocorrências e nos encaminhar; assim, conseguimos identificar as necessidades reais de cada município e ver se atingem os critérios determinados pelo governo federal para que se possa decretar situação de emergência”, disse o chefe da Divisão de Defesa Civil, tenente coronel Edemilson Barros.

Com o decreto, a prefeitura passará a contratar serviços emergenciais com menos trâmites burocráticos e terá facilidade no acesso a recursos para a recuperação da cidade e ao repasse de telhas, cobertores, colchões, colchonetes. As famílias mais necessitadas têm prioridade no atendimento.

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