A China anunciou hoje que proibirá a exportação de qualquer material ou tecnologia que possa servir para fabricar mísseis e armas nucleares, químicas ou biológicas à Coreia do Norte, em resposta a duas resoluções da ONU (Organização das Nações Unidas).
O reforço às sanções acontece em meio às pressões de países ocidentais para que Pequim aplique a medida da ONU, aprovada em março em represália ao lançamento de um foguete com tecnologia de mísseis balísticos em dezembro e ao teste nuclear em fevereiro.
A proibição engloba, entre outros, os sistemas de foguetes ou os componentes de detonadores nucleares, segundo a lista de 236 páginas tornada pública na segunda-feira pelo ministério do Comércio e por outras três administrações públicas chinesas.
O porta-voz da Chancelaria chinesa, Hong Lei, afirmou que as medidas foram uma "atitude estrita" para reforçar as sanções. "Mas gostaríamos de observar que a decisão do Conselho de Segurança da ONU sobre a Coreia do Norte não tem como objetivo a punição".
Aliada de Pyongyang, a China é criticada por seu apoio ao regime de Kim Jong-un, que no início deste ano ameaçou retaliar os vizinhos sul-coreanos e os Estados Unidos. A pressão norte-coreana diminuiu após intervenção da China, que demonstrou irritação com o discurso belicista da ditadura.