Cidades

SÃO PAULO

Irmão deve apontar Giselma como sendo assassina de executivo da Friboi, diz defesa

Irmão deve apontar Giselma como sendo assassina de executivo da Friboi, diz defesa

Redação

26/09/2013 - 16h45
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O advogado de defesa de Giselma Carmem Campos, acusada de mandar matar o marido e ex-diretor executivo do frigorífico Friboi Humberto de Campos, afirmou hoje que o irmão dela, Kairon Vaufer, deve apontá-la como mandante do assassinato. Os dois estão sendo julgados desde terça-feira no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

Até hoje, em juízo, Kairon, que é irmão por parte de mãe de Giselma, afirmava que apenas ele tinha participação no crime, que ocorreu em 2008.

"Fomos surpreendidos [sobre a confissão de Kairon]. Por isso, a defesa de Giselma fica realmente de mãos atadas. Até agora, segundo Giselma, ela não tinha participação como mandante do crime", disse o advogado Ademar Gomes.

Crime

Humberto de Campos foi morto na noite de 4 de dezembro de 2008, quando saiu com seu carro Mercedes-Benz para ir até a rua Alfenas, perto de sua casa. Um morador do local, um homem de 50 anos, revelou à polícia que o executivo tocou a campainha na casa dele várias vezes.

O homem atendeu, então, Campos, que lhe disse que havia recebido uma ligação dizendo que havia uma criança chorando naquela casa. A polícia acredita que esse seria uma "senha", combinada previamente com os assassinos, para indicar que aquele era o homem que deveria ser morto e que ele não estava sendo seguido pela polícia.

O morador, que nada tinha a ver com o crime, segundo a Justiça, disse ao executivo que não havia nenhuma criança chorando no local. Depois, ele observou o executivo caminhar até o carro, onde um motoqueiro o esperava.

Vítima e motoqueiro tiveram uma breve conversa, o motoqueiro atirou e fugiu. Na época, a polícia disse que a "senha" poderia ter sido uma armadilha dos bandidos para checar se a vítima estava com proteção policial.

Giselma Carmem Campos, ex-mulher de Humberto de Campos, é apontado pela promotoria como sendo a mandante do crime. Ela espera pelo julgamento em liberdade por decisão do STF (Superior Tribunal Federal), que lhe concedeu um habeas corpus.

Paulo dos Santos e Osmar Gonzaga Lima, acusados de terem assassinado o executivo, foram condenados pelo 5º Tribunal do Júri da Capital, em 2011, a 20 anos de prisão em regime fechado.
 

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