A Operação Ote Moto, deflagrada por policiais rodoviários do Brasil inteiro, inclusive na Delegacia de Polícia Rodoviária Federal de Dourados, visa dentre outras metas reprimir de forma mais acentuada o contrabando de remédios do Paraguai, um tipo de crime difícil de ser combatido porque normalmente os produtos ilícitos são transportados em pequenos volumes, conforme informou o inspetor Marcus Fernando Pereira.
Na Operação da PRF, iniciada na última terça-feira (1º) com previsão de encerramento para hoje (3), os policiais não trabalham em ponto fixo. “Tanto eles podem estar na Delegacia como em vários pontos estratégicos da rodovia de nossa responsabilidade”, disse Marcos Fernando.
A Operação contempla o treinamento de 21 policiais rodoviários federais de várias partes do Brasil que de maneira volante combatem além do contrabando e descaminho, o tráfico de drogas, as irregularidades dos veículos e uma série de ilícitos típicos da região de fronteira. “A Operação é importante e além do treinamento visa o intercâmbio entre os colegas”, explicou o inspetor.
Perigo
Recentemente, a Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária de Mato Grosso do Sul emitiu alerta à população e profissionais da saúde, sobre os efeitos nocivos provocados pelo remédio Mento Vick, segundo o órgão, fabricado e vendido no Paraguai.
Duas mortes de crianças de um ano, ocorridas em Ponta Porã, podem ter sido provocadas pelo medicamento, composto pelo princípio ativo Bromidrato de Dextrometorfano.
Outras três crianças, de acordo com a secretaria de Saúde do município na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, permanecem internadas em tratamento com suspeita de intoxicação. A assessoria do órgão informou que as mães dos pacientes confirmam que eles usaram o Mento Vick antes de adoecer.
Além do xarope Mentovick, a substância também está presente nos medicamentos Núcleo Plus Tegnogrip (tabletes), Tegnogrip BB (xarope), Medibron (xarope), Bronolex (gotas orais) e Bronalar (xarope), todos usados para tratamento de tosse ou gripe, segundo o órgão.
De acordo com o alerta, Dourados já havia registrado casos de intoxicação possivelmente provocada pelo Mento Vick. Duas crianças chegaram a um hospital local e foram internadas em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI.
Elas chegaram com insuficiência respiratória aguda, cianose (lábios e membros arroxeados) e sonolência. As duas tiveram alta hospitalar após uma semana.