As câmeras do prédio da Poli (Escola Politécnica) da USP (Universidade de São Paulo) onde uma estudante sofreu ontem uma tentativa de estupro não funcionam. A informação foi confirmada pela direção da Poli que disse que desconhecia o fato dos equipamentos estarem quebrados.
Sem as imagens, a polícia ainda não conseguiu identificar o homem que entrou no banheiro do Departamento de Engenharia de Produção e atacou a aluna do curso de engenharia de produção, de 23 anos.
De acordo com engenheiro Sérgio Luiz Madjaros, 57, pai de uma amiga da vítima, a jovem, que é do interior de São Paulo, entrou no banheiro para retocar a maquiagem quando foi atacada.
O criminoso estava escondido em uma das baias do banheiro e atacou a estudante pelas costas.
"Existiam câmeras na porta do banheiro, mas não funcionavam. Como isso pode acontecer na mais tradicional faculdade de engenharia? Os laboratórios da faculdade, que custam milhões, não podiam consertar em alguma aula prática?", questiona o engenheiro.
Segundo ele, a estudante - que teve a sua identidade preservada - disse que o suspeito aparentava ter entre 20 e 30 anos e estava mal vestido. "Ela contou que ele usava uma calça caqui e camiseta, parecidas com as usadas por operários que trabalham no campus. A pessoa não vai entrar no campus só para estuprar. É alguém que está perto e aproveitou a oportunidade", opina.
Procurada, a Poli não soube dizer quanto tempo as câmeras estavam quebradas nem quantas são.
Catraca