O governo do Amapá reviu o número de mortos no naufrágio de uma embarcação no rio Amazonas ocorrido no sábado durante o Círio Fluvial de Macapá (AP). De acordo com o
secretário de Comunicação do Estado, Carlos Henrique Schmidt, no dia da tragédia foram encontrados oito corpos e não 12, como divulgado anteriormente pelos órgãos oficiais. Na manhã deste domingo, outros dois foram achados - um de uma criança de oito anos e outro de uma mulher de 31 anos.
Até o final da tarde de ontem pelo menos sete corpos já foram necropsiados e liberados pela Polícia Técnico-Científica (Politec). As buscas foram retomadas neste domingo por volta das 6h depois de os trabalhos terem sido interrompidos no final da tarde de ontem por questão de segurança. Segundo o coronel do Corpo de Bombeiros Wagner Coelho, a área de busca foi ampliada e cinco pessoas ainda são consideradas desaparecidas. "Trabalhamos com números oficiais dados por parentes que reclamaram de familiares que não retornam para casa e que teriam participado do Círio", explicou.
O governo do Estado divulgou um comunicado onde diz que, por volta das 10h30min, a embarcação, que estava alugada para o Sindicato dos Servidores Públicos Federais Civis no Estado do Amapá (Sindsep), transportando aproximadamente 60 pessoas, tombou repentinamente e naufragou rapidamente. A Capitania dos Portos do Amapá informou que o barco afundou quando retornava à cidade de Santana, a cerca de 20 quilômetros de Macapá, depois de realizar o percurso da procissão fluvial em comemoração ao Círio de Nazaré.
O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, divulgou nota em que lamenta o acidente e se solidariza com as famílias das vítimas. Ele decretou luto oficial de três dias no Estado.
Segundo a Capitania dos Portos, a embarcação havia sido devidamente fiscalizada, estava com os documentos necessários e dispunha de coletes salva-vidas para todos os passageiros. O comandante - que foi encontrado morto - tinha habilitação.
Segundo o governo do Amapá, 16 feridos foram atendidos em duas unidades de saúde, mas muitas das vítimas não precisaram de socorro médico. A Marinha, responsável pela apuração do ocorrido, informou que as razões do acidente ainda são desconhecidas.