O detento italiano Vicenzo Pompei, de 51 anos, que vinha enfrentando um processo de extradição desde 2001, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), foi encontrado morto na última terça-feira, numa cela do Presídio Federal de Campo Grande, conforme mostra reportagem de hoje do jornal Correio do Estado.
Em princípio a sua morte é considerada suicídio, cometido com um lençol. Pompei foi preso em maio passado, dentro do prédio da Polícia Federal de Barra do Garças (MT), onde tentava tirar passaporte com documentos falsos em nome de um brasileiro.
Conforme a polícia, na Itália Pompei tinha condenação de cinco anos de prisão pelos crimes de associação dedicada ao tráfico de substâncias entorpecentes e de posse ilegítima de armas e explosivos, e vinha sendo procurado pela Interpol, até a sua prisão em maio deste ano.
Ontem, procurado pelo Correio do Estado, o advogado de Pompei, Gaudenio Santiago do Carmo, de Fortaleza, criticou o fato de o italiano ter sido enviado para um presídio federal, já que no Brasil o seu crime era apenas de uso de documento falso e na Itália a sua pena já estaria prescrita.
Para Santiago, além de ter sido uma injustiça com o italiano, não houve fiscalização e cautela por parte das autoridades penitenciárias, uma vez que a administração do presídio sabia, por informações em prontuário, que Pompei vinha sofrendo de distúrbios psicológicos, inclusive, síndrome do pânico, o que o obrigava a tomar remédios controlados. A matéria é assinada por Thiago Gomes.