Fernanda Figueiredo do Amaral, de 24 anos, presa na última terça-feira (15), acusada de associação criminosa e estelionato por participar de um esquema de vendas de vagas remanescentes para o curso de Medicina da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) foi liberada depois de pagar fiança de R$ 6.780, ontem (16).
A jovem, que mora no Rio de Janeiro, é considerada uma das articuladoras do esquema que vendia supostas vagas.
Conforme as investigações, o grupo pedia R$ 50 mil para que os interessados ingressassem na instituição sem fazer avaliação.
Fernanda foi detida pela Polícia Militar com outras duas mulheres, de 26 e 31 anos, residentes nos Estados da Bahia e Rio de Janeiro, respectivamente. Porém, foram tratadas como vítimas.
Uma delas garantiu que depositou R$ 35 mil a um intermediário identificado apenas como César, que junto com a mãe da acusada, é alvo de investigação. De acordo com o delegado do SIG (Serviço de Investigações Gerais) da Polícia Civil, Adilson Stiguivitis, caso condenada, Fernanda poderá pegar de um a três anos de detenção.
Esquema
De acordo com o depoimento das mulheres, César oferecia a vaga alegando que seria remanescente de vestibulares passados e cobrava o valor para que a pessoa entrasse no esquema.
Diante do acerto entre as partes, outros envolvidos se passavam por pessoas de dentro da universidade, que, conforme investigações preliminares, não faziam parte do quadro de servidores da instituição.
Na residência onde as mulheres foram presas, a polícia apreendeu cópias de documentos e transferências bancárias que comprovaram o golpe.
UFGD
A assessoria de imprensa da UFGD informou que essas vagas remanescentes são completadas após abertura de edital público, existido uma hierarquia para os candidatos concorrerem.