Quinze pessoas até o momento foram identificadas como compradores de vagas no curso de Medicina na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Todos eles teriam pago quantias de R$ 50 mil para grupo criminoso, composto por pessoas do Rio de Janeiro, para entrar no curso sem nenhuma seleção prévia, por meio de vagas remanescentes.
O esquema criminoso chegou à polícia por conta de uma pessoa que teria comprado e pago pela vaga não teve mais notícias dos agenciadores. Era uma estudante que depositou os R$ 50 mil na conta do bando e ficou no prejuízo.
“Além dela, mais 14 pessoas já foram identificadas como compradores de vagas. Eles eram procurados pelos membros do grupo que ofereciam as vagas em troca do dinheiro, mas até o momento não temos notícias de que alguém tenha conseguido entrar na faculdade desta forma. Ou seja, até agora essas vagas ofertadas não existiam. Eram apenas produto de negociação dos criminosos”, disse o delegado Adilson Stiguivitis, responsável pelo caso.
Uma integrante do grupo já está presa, Fernanda Figueiredo do Amaral, 24, e teve indiciamento por estelionato e associação criminosa por envolvimento. Mais uma pessoa foi identificada, segundo o delegado. É uma mulher e também carioca. “Deve se apresentar em breve”, diz.
As investigações procedem para identificar todo o grupo de estelionatários e ainda para levantar informações sobre a possibilidade de ingresso na faculdade por meio criminoso. “Mas, desde 2007 não há oferta de vagas remanescentes no curso de Medicina da UFGD”, citou o delegado.
Quanto aos alunos que pagaram e não receberam as vagas, a autoridade policial não vislumbra enquadramento penal. “Por enquanto não, mas com certeza é uma falta ética”, citou sobre os compradores de vagas na universidade.