A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Walfrido Azambuja de Arruda, do Bairro Coronel Antonino, referência de atendimento no município, única apta a oferecer ampla gama de atendimentos, castiga pacientes e funcionários com a falta de estrutura e de materiais básicos para o dia a dia. Até sabonete para a higienização de médicos, enfermeiros e auxiliares está em falta. Para se ter uma ideia do caos, pediatras têm de improvisar em exames de garganta substituindo espátula por seringa, segundo reportagem na edição desta terça-feira (22) do jornal Correio do Estado.
Desde o início do mês, revoltados com a situação, funcionários resolveram abrir o jogo e contar ao Correio do Estado as condições de trabalho desumanas que enfrentam. Reportagem divulgada no dia 10 mostrou a reclamação de servidores sobre falta de produtos básicos para atendimento como luvas, esparadrapos, cateteres, lâminas de bisturi e medicamentos. Além de materiais de escritório, eletrodos e lençóis. No entanto, ao invés de ser solucionado, o problema tem aumentado.
Ontem, equipe de reportagem esteve na unidade de atendimento e constatou a falta de materiais para limpeza, higienização das mãos e copos descartáveis para o consumo de água. Na pia da sala em que é feita triagem de pacientes, foi visto um frasco de sabonete líquido, cujo rótulo indica que foi comprado e não cedido pela administração municipal como deveria. Além disso, estava vazio. A reportagem é de Laura Hosbalck.