O ministro Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia) afirmou hoje que "não há evidência nenhuma de que seja supérflua a utilização de animais" em pesquisas e acusou os ativistas que retiraram 178 cães da raça beagle do Instituto Royal, em São Roque (66 km de SP), de agirem "fora da lei".
Raupp afirmou que não há indícios de irregularidades cometidas pelo instituto e que não vê necessidade de reavaliar a atual legislação sobre o uso de animais em experimento científicos. Pela lei, de 2008, a criação e a utilização de animais para essas atividades devem ser licenciadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Ficou instituído o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, o Concea, responsável por formular e fiscalizar normas para utilização humanitária de animais.
"Não tenho nenhuma posição ideológica ou fundamentalista sobre esse assunto. Minha posição é objetiva em função dos interesse das pesquisas no país, no interesse de desenvolver novos medicamentos, novos produtos e quando forem necessários testes serem feitos. A lei prevê isso", disse. "Do ponto de vista da ciência, não há evidencia nenhuma que seja supérflua a utilização de animais", completou.
O ministro disse, no entanto, que se o Congresso achar que é necessário retomar a discussão sobre a utilização de pesquisa com animais não será empecilho.
"Não vejo a necessidade, mas estou aberto a qualquer discussão. Se outras personalidades públicas, o próprio Congresso achar que é o momento de reabrir, não tem problema nenhum."
Ele se disse favorável às pesquisas com animais para qualquer finalidade desde que os especialistas achem que são necessárias.
"Se os especialistas da área acham que não é possível fazer uma determinada pesquisa, desenvolver det