O ministro de Relações Estratégicas de Israel, Yuval Steinitz, admitiu hoje a existência de "pequenas divergências" entre o Estado hebreu e o governo dos Estados Unidos a respeito da crise provocada pelo programa nuclear iraniano.
"De forma geral estamos de acordo com os americanos sobre o objetivo final, que é impedir que o Irã tenha armas nucleares, mas quanto aos meios para alcançá-lo, às vezes existem pequenas divergências", disse Steinitz.
Durante uma vista aos Estados Unidos, Steinitz não explicou quais seriam as divergências.
Mas ele destacou que não se deve aliviar as sanções contra o Irã até a conclusão de um acordo que garanta que o país não pode produzir armas nucleares.
Perguntado sobre a possibilidade do Irã utilizar a energia nuclear com fins civis, Steinitz respondeu que Israel poderia aceitar este tipo de uso desde que Teerã renuncie a fabricar urânio enriquecido e que o material seja fornecido por outros países.
Na última quarta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, não conseguiram resolver suas diferenças sobre o programa nuclear do Irã durante as sete horas de reunião que mantiveram em Roma.
Os principais meios da imprensa israelense publicaram hoje que, durante o encontro, as partes apenas concordaram "em não estar de acordo", segundo o jornal "Yedioth Ahronoth".