Cidades

CASO JOCKEY CLUB

Seguranças podem estar ligados a outro assassinato

Seguranças podem estar ligados a outro assassinato

Redação

25/10/2013 - 00h00
Notícia sem imagem

A Polícia Civil investiga mais funcionários da empresa F&V Segurança, de Campo Grande, por uma possível participação no espancamento de André Luiz da Cruz Pereira, 23 anos, durante show sertanejo na cidade, no início deste ano.

André foi assassinado em julho, depois que prestou depoimento sobre um caso que também envolve a morte do soldado do Exército Idenilson da Silva Barros, 20 anos, ocorrida em maio, no estacionamento do Jockey Clube, em outro show sertanejo. Depois de espancado o militar foi atropelado

Duas pessoas já estão presas, desde a última quarta-feira, acusadas de participação no homicídio de Idenilson: Ronaldo Solis, gerente da empresa de segurança contratada para o evento, e Carlos Madureira, segurança da mesma empresa.

Com o andamento das investigações, mais três funcionários da empresa também podem ter a prisão preventiva decretada no “caso Jockey”, como vem sendo tratada a morte do soldado. Um sexto segurança, porém, seria o acusado pelo espancamento de André, no outro episódio.

“As investigações continuam para levantarmos informações sobre a ligação ou não das duas mortes: a de Idenilson no estacionamento do Jockey e de André. A mesma empresa de segurança foi contratada para fazer a vigilância nos dois shows”, declarou o delegado Cláudio Martins, da 5ª Delegacia de Polícia Civil, responsável pelos dois casos. 

Para a autoridade policial, a culpa da morte de Idenilson é atribuída aos seguranças da empresa pois houve contradições nos depoimentos de testemunhas e dos acusados e ainda o fato de André ter sofrido o mesmo tipo de agressão em outro show.

“Ele foi retirado do show, espancado e jogado no estacionamento, assim como aconteceu com o Idenilson”, apontou o delegado.

A empresa de segurança envolvida nas acusações foi procurada pela reportagem, mas preferiu não declarar suas versões sobre os dois episódios.  

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