Os agentes de saúde e de endemias da prefeitura começaram ontem as visitas às casas de vários bairros de Campo Grande para fazer a pesquisa do Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (Liraa). A verificação é feita por amostragem e cerca de 20% de todos os imóveis são visitados em uma semana. Somente na região central, por exemplo, 420 imóveis estão na lista de visitas do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). As informações foram publicadas pelo jornal Correio do Estado.
O supervisor responsável por essa área de atuação, Marcos Luiz de Oliveira - que abarca o polígono formado pelo bairro Cruzeiro, seguindo até a avenida Mascarenhas de Moraes, Ceará, Tamandaré e terminando na Salgado Filho - afirma que apesar da área central da cidade ser considerada a que possui menos riscos de foco, isso não representa a realidade. “Na semana passada vistoriamos a avenida Mato Grosso e havia focos nas árvores do canteiro central”.
Marcos Luiz também afirmou que além das casas, os estabelecimentos comerciais “escondem” focos, uma vez que geralmente, os fundos desses imóveis são cheios de sujeira. “O centro não escapa do problema da dengue não. Em qualquer espacinho a fêmea do mosquito deposita seus ovos. Em um imóvel, nós encontramos larvas num buraquinho do muro feito daqueles tijolos de oito furos”, alertou. A matéria é assinada por Lúcia Morel.