Medo de assalto, importunação de mendigos, presença de usuários de drogas e, apesar do investimento de R$ 3,9 milhões, falta de estrutura. São estes os motivos que afastam comerciantes e clientes do espaço da Orla Ferroviária, inaugurado no final do ano passado, na região central de Campo Grande, conforme reportagem publicada hoje no jornal Correio do Estado.
O local que deveria ser atrativo para lazer da comunidade e tinha como propósito tornar-se pólo gastronômico, hoje, está praticamente às moscas. Dos nove quiosques instalados, apenas dois abrem as portas diariamente, no entanto, com baixa lucratividade.
De acordo com a comerciante, Maria Conceição Silva Souza, 36 anos, o baixo número de visitantes e adesão de empresários está relacionado à falta de segurança. Ela conta que em plena luz do dia o local é usado por viciados em drogas.
Maria conta que trabalha no quiosque, tornou-se sócia de uma amiga, que mantém o comércio há cerca de três meses, com objetivo de estender o atendimento e aumentar o lucro, mas com a falta de clientes está frustrada. “Oferecemos almoço, lanches, bebidas e porções. Temos um bom cardápio, mas a precariedade na segurança afasta as pessoas. Antes atendíamos das 6h às 18h e agora vai até as 22h, mas na medida em que a noite cai, os clientes somem”, lamentou. A matéria é assinada por Laura Holsback.

Orla Ferroviária teve investimento alto, mas foi esquecida - Foto: Gerson Walber / Correio do Estado