Cidades

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Rádio AM não deixará de existir, diz associação do setor

Rádio AM não deixará de existir, diz associação do setor

Redação

10/11/2013 - 13h00
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A autorização por parte do governo para que as emissoras de rádio AM possam migrar para o FM não vai acabar com as transmissões em AM no Brasil. Segundo a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a mudança é opcional e por envolver custos estimados em R$ 100 milhões deve acontecer somente em localidades onde a interferência no AM é muito grande.

A presidente Dilma Rousseff assinou na quinta-feira um decreto que permite a migração das emissoras de rádio AM para a faixa FM. Com a ação, ela atendeu a uma demanda do setor, encaminhada pela Abert, que reclamava dos níveis de interferências.

Para a associação, em localidades onde ainda há possibilidade de transmitir em AM com qualidade as emissoras seguirão operando nesta modulação. Estas emissoras poderão também solicitar ampliação da faixa de frequência.

A estimativa da Abert é que 90% das 1.784 emissoras de rádio AM passem a operar agora em FM.

Embora a medida passe a valer a partir de 1º de janeiro de 2014, em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte a mudança deve acontecer somente em 2015. Isto porque nestas localidades quase não há mais espaço na faixa FM. A solução virá a partir do fim da TV analógica com as emissoras FM podendo ocupar os canais 5 e 6 VHF que serão desativados.

De acordo com o setor, a mudança de AM para FM permitirá maior qualidade na resolução de som e possibilidade de sintonia em aparelhos celulares. “Somente transmitindo na faixa de FM que seremos sintonizados pelos mais de 160 milhões de aparelhos de celulares que têm rádio, sem custo algopara o usuário. Esta é a importância desta medida”, afirmou o presidente da Abert, Daniel Slaviero.

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