Mesmo com obras de contenção de enchentes e drenagem de águas de chuva já finalizadas ou em andamento, a população de Campo Grande deve continuar sofrendo com as inundações neste período de chuvas, informa reportagem publicada nesta quinta-feira no jornal Correio do Estado.
O doutor em Geografia, Felipe Augusto Dias afirma que “a infraestrutura dificilmente acompanha o desenvolvimento. Você não planeja as obras, você corrige os problemas”, disse, ao comentar que muitas intervenções ainda são necessárias, mas que estas nunca estarão à frente das demandas.
Para o especialista, que é engenheiro agrônomo, ações de combate são necessárias, mas “nosso plano diretor de drenagem é antigo e com o passar dos anos a habitação se acentua e o volume de água é cada vez maior por causa da ocupação urbana. Por mais que o plano de drenagem preveja obras para anos e anos, a cidade acaba crescendo mais rápido que essa previsão. É um processo relativamente complexo se adiantar a esse problema”, sustenta.
Felipe Dias comenta que o regime de chuvas tem se modificado em Campo Grande ao longo dos anos e explica que a expectativa média de precipitações mantém-se a mesma, mas acaba ocorrendo em menos tempo. “O volume médio é igual todos os anos, o que mudou foi o tempo em que essa média é atingida. Ao invés da chuva se distribuir ao longo do mês, esse volume ocorre em apenas um dia”.
O prazo dado pela prefeitura para consertar os estragos considerados mais graves após a chuva de segunda-feira, foi de 15 dias. Esse é o período para a reconstruir o telhado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Almeida e também das outras duas unidades dos bairros Coronel Antonino e Universitário. A prefeitura também é responsável pela reconstrução do muro do cemitério Santo Amaro e do recapeamento das vias danificadas. A matéria é assinada por Lúcia Morel.