A Auto Viação Floresta Cidade de Rio Branco Ltda, que desde novembro do ano passado atuava no transporte coletivo de Campo Grande, parou de operar. A empresa, que chegou à capital cercada de suspense, prestava o serviço mesmo sem estar inclusa no contrato de concessão com a prefeitura, assinado em outubro do ano passado e que concedeu ao Consórcio Guaicurus o direito de administrar e gerenciar a operação dos ônibus do transporte público.
Desde a meia-noite de ontem (23), os 84 ônibus da empresa não rodam mais pelas ruas da cidade. A AVF, aqui em Campo Grande, é investigada pelo Ministério Público Estadual (MPE) por atuar sem autorização da prefeitura. No começo deste mês, a diretora-presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agereg), Rita Vieira, afirmou que o pedido protocolado em novembro do ano passado pelo Consórcio Guaicurus para que a AVF fosse incluída no rol de empresas do grupo, havia sido negado.
A empresa também tem uma dívida milionária com a prefeitura de Rio Branco (AC), que cobrou na Justiça o pagamento de R$ 1.056.031,25 em Imposto Sobre Serviços (ISS). Dois processos que correm na justiça acreana sentenciaram a empresa a quitar o débito, o que até o último andamento, não havia sido feito.
Agora, as únicas quatro empresas de transporte coletivo que continuam operando em Campo Grande são: Jaguar, Cidade Morena, São Franscisco e Viação Campo Grande. O diretor-presidente do consórcio, João Rezende, afirmou que a prefeitura não autorizou a inclusão da AVF no grupo por conta de “documentos que a Floresta não apresentou a tempo adequado”.
Rezende sustentou ainda que seria uma preocupação do consórcio o fato de haver uma frota de ônibus atuando na capital, que “era utilizada por outra empresa”, ou seja, que não faz parte do contrato de concessão. “Tínhamos uma questão comercial com a Floresta para que ela operasse aqui e por uma questão comercial deixamos
de ter”, disse.
A AVF supriu por quase um ano a demanda que até o ano passado era da Viação Serrana, que por causa de dívidas trabalhistas não participou do grupo de empresas que concorreu e ganhou a per