Às vésperas do vencimento de prazo final para a União apresentar solução final ao conflito entre indígenas e produtores rurais em Mato Grosso do Sul, Governo do Estado, Ministério Público Federal, deputados, entidades da classe produtora, prefeituras e Igreja Católica correm contra o tempo para encaminhar até hoje, ao Ministério da Justiça, documento conjunto com duas propostas de compra de terras ao governo federal e agendamento de audiência com a presidente Dilma Rousseff (PT). A reportagem está na edição desta quinta-feira (28) do jornal Correio do Estado.
As propostas — aquisição de terras por financiamento do Fundo de Terras de Mato Grosso do Sul, já sancionado pelo Executivo, ou desapropriação por interesse social — foram tratadas em reunião realizada ontem de manhã, confirmou ontem o governador André Puccinelli (PMDB), após solenidade na Assembleia Legislativa.
Além do chefe do Executivo estadual, também estiveram no encontro o secretário estadual de Justiça, Wantuir Jacini, os deputados estaduais petistas Laerte Tetila e Pedro Kemp, representantes do MPF, da Acrissul, Famasul e Aprosoja (associações que representam a classe produtora no Estado) e o arcebispo metropolitano de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa.
Ainda conforme Puccinelli, outra reunião seria feita ontem em Brasília para definir qual será a fonte de recursos, uma das situações que emperram as negociações iniciadas pelo governo federal há cinco meses.
Há ainda a expectativa de que venha ao Estado hoje o assessor especial do ministro José Eduardo Cardozo, Marcelo Veiga, para tratar do documento elaborado por Mato Grosso do Sul. A reportagem é de Daniella Arruda.