Cidades

CRIME ORGANIZADO

Pesquisadores sobre tráfico estudarão fronteira

Pesquisadores sobre tráfico estudarão fronteira

Redação

06/12/2013 - 13h30
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Com a formalização de um convênio entre o Campus do Pantanal (CPan), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e o Fórum de Trabalho Decente e Estudos sobre Tráfico de Pessoas, ontem (5), Corumbá (MS) entrou no grupo de cidades que mantêm, através de universidades, centros de pesquisa sobre tráfico de pessoas. Maior fonte de renda do crime organizado internacional, o tráfico de pessoas só fica atrás do de armas e de drogas, e movimenta 32 bilhões de dólares por ano.

A criação do Núcleo de Estudos de População e Trabalho em Fronteira vai permitir a produção de dados estatísticos relacionados a esse tipo de crime. “A grande pretensão é conseguir levantar dados, catalogar e quantificá-los para fins estatísticos. Há demanda por dados. A novidade desse núcleo de pesquisas e informações sobre tráfico de pessoas é que não deverá se debruçar apenas e tão somente no tráfico de pessoas na modalidade trabalho escravo, mas também, nas demais formas, que seriam a exploração sexual e tráfico de órgãos humanos. É um crime menos conhecido, não sabemos se acontece menos ou mais, porque é mais invisível que as demais formas. Vamos ter a ousadia de pesquisar essas formas de tráfico de pessoas”, explicou o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT/MS) e coordenador do Fórum de Trabalho Decente e Estudos sobre Tráfico de Pessoas, Cícero Rufino Pereira.

A expectativa do procurador é que o Núcleo comece a funcionar em março de 2014. Segundo ele, a região fronteiriça é um importante ponto a ser estudado. “A fronteira é a pedra de toque. O grande diferencial que esse núcleo de estudos terá em relação a outros centros de estudo e pesquisa é que vamos nos especializar sobre a fronteira, especialmente nas cidades de Corumbá (Bolívia), Porto Murtinho e Bela Vista (Paraguai)”, explicou.

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