Cidades

Vestibular da USP

Deputados criticam questão sobre conflitos em MS

Deputados criticam questão sobre conflitos em MS

Redação

12/12/2013 - 14h00
Notícia sem imagem

Os deputados estaduais Zé Teixeira (DEM) e Mara Caseiro (PTdoB), respectivamente vice e presidente da Comissão de Desenvolvimento Agrário e Assuntos Indígenas da Assembleia Legislativa, criticaram uma questão da Fuvest – que seleciona candidatos para a Universidade Federal de São Paulo (USP) – que abordou, este ano, o assassinato de indígenas em Mato Grosso do Sul.

Conforme os parlamentares, a questão apresentou tabela errada, baseada em dados retirados do site do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), acessada em 10 de setembro de 2013. De acordo com a questão, No Brasil, entre 2003 e 2012, ocorreram 554 assassinatos de indígenas, sendo 310 em no Estado.

Após analisar a tabela, os candidatos tinham que escolher a afirmação correta entre cinco oferecidas. A resposta certa foi a que diz que “no período abrangido pela tabela, a participação de Mato Grosso do Sul no total de indígenas assassinados é muito alta, em consequência, principalmente, de disputas envolvendo a posse de terra”.

Para Zé Teixeira, a questão denigre Mato Grosso do Sul e a tabela está totalmente equivocada, já que os números são outros, segundo dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). Por conta disso, o deputado é totalmente favorável à elaboração de uma moção de repúdio à USP em decorrência da questão.

Desmentido a tabela, Teixeira citou que em 2006, por exemplo, de acordo com a Sejusp, foram assassinados 7 índios no Estado, enquanto a tabela da USP informa que foram 28. Já em 2011, a tabela acessada pela comissão organizadora do certame, com base em dados do Cimi, aponta 32 mortes de indígenas, enquanto a Sejusp afirma que foram 27.

“Essa mentira cria na cabeça do vestibulando aquela ideia de que Mato Grosso do Sul é um Estado selvagem”, reclamou.

Anulação
Mara Caseiro frisou que essa exposição é absurda, justamente por conta dos números incorretos. “É necessário que essa questão seja anulada, pois é mentirosa, capciosa”, protestou.

Para a parlamentar, os assassinatos envolvendo índios em Mato Grosso do Sul são decorrentes da ineficiência da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da omissão da União, “que permitem a entrada de álcool nas aldeias”. Mara ressalta que a maioria dos assassinatos ocorre entre os próprios índios e que os conflitos fundiários envolvendo eles e os produtores mostram o quanto o Governo Federal foi omisso ao permitir o isolamento dos indígenas, impedindo seu desenvolvimento e evolução.

“O Cimi prestou um grande desserviço à população por conta dessa tabela equivocada. Ao invés de permitir sua evolução, o Cimi usa os índios como massa de manobra. Temos que exigir que a questão seja anulada para que todos saibam que isso é uma farsa, assim como os laudos da Funai”, concluiu. 

CAMPO GRANDE

Servidor municipal terá 9 dias de folga no fim do ano, em escala de revezamento

Quem vai trabalhar na semana do Natal irá folgar na semana do Ano Novo e vice-versa

05/11/2026 11h48

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Rio Verde de Mato Grosso

Idoso de 85 anos morre após incêndio em residência

Suspeita é de que houve curto-circuito em ventilador localizado em um dos cômodos

05/11/2026 11h15

Fogo teria sido causado por curto-circuito em ventilador

Fogo teria sido causado por curto-circuito em ventilador Foto: Reprodução / Enfoque MS

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).