Parentes, amigos e colegas de trabalho da professora Zilca Fernandes Marques dos Santos, de 46 anos, protestaram neste domingo (15), na região central de Campo Grande. Ele pedem Justiça no julgamento de Evandro José Barbosa Fernandes, de 35 anos, acusado de matar a esposa a facadas. O júri popular está marcado para a manhã de segunda-feira (16).
Segundo os manifestantes, o crime praticado contra a professora trata-se de um homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, no entanto, a defesa do réu quer retirar as qualificadoras, mediante alegação de que seu cliente praticou o crime sob o efeito de drogas.
Vestidos com camisetas contendo a imagem da professora, os manifestantes seguravam cartazes como dizeres, como: “Leis mais rigorosas para assassinos”, “Mato Grosso do Sul é o quinto Estado em assassinato de mulheres”, “Pena máxima para assassino de mulheres” e “Zilca Marques cruelmente assassinada!”.
Homicídio
A professora Zilca foi encontrada morta no dia 22 de agosto do ano passado pela mãe na casa onde morava com Evandro, na Chácara dos Poderes, em Campo Grande.
O acusado se entregou na 3ª Delegacia de Polícia Civil no dia seguinte, acompanhado do advogado. Na ocasião, ele disse que estava sob o efeito de drogas no momento do crime. Evandro e a mulher discutiram porque ele havia usado pasta base de cocaína.
Ele contou ainda que não se lembrava de ter desferido as 11 facadas em Zilca e que, depois do crime, pegou seu carro, uma Saveiro, e foi para o centro da cidade. Após o depoimento, Evandro foi liberado por ter passado o período de flagrante.