Com a falta de vagas nos hospitais de Campo Grande, pacientes do interior sofrem na espera para a transferência médica, que pode levar até uma semana. A demora ocorre mais nos casos de ortopedia e neurologia, que tem carência de médicos nessas especialidades, nos municípios de origem da maioria dos pacientes transferidos, conforme reportagem na edição de hoje (16) do jornal Correio do Estado.
A família do tratorista Ronaldo Caetano, 24 anos, é refém dessa situação. Após uma crise renal, a sua mulher Renata, 26 anos, teve que esperar quase quatro dias no hospital em Miranda (distante 207 km da Capital) para conseguir transferência para Campo Grande.
“Lá em Miranda não tinha médico especialista. Então a informação dos funcionários do hospital foi de que teríamos que aguardar vaga para Aquidauana ou Campo Grande”, diz o rapaz. Renata conseguiu vaga no Hospital Regional, dando entrada no dia 4 de dezembro. Ela foi transferida na ambulância da prefeitura de Miranda.
Segundo a reportagem de Rafael Bueno, a chefe de enfermagem Cleide Monteiro Zemolin, do Hospital Regional de Aquidauana (distante 134 km da Capital), também aponta a falta de médicos especialistas no município como um dos grandes motivos para encaminhamento de pacientes para a Capital.