Pedidos de presentes que vão desde os mais comuns até os mais sofisticados, entre histórias de vida frágeis e humildes. Esta é a narração das 4.904 cartas enviadas ao Papai Noel, por pais e crianças, por meio da campanha Papai Noel dos Correios 2013, direcionada a famílias carentes, cujo lema foi: “É você quem tira esses sonhos do papel”. A reportagem está na edição de hoje (17) do jornal Correio do Estado.
Uma dessas correspondências é de uma mãe que, em uma folha de caderno, com imagens que remetem à infância e letra caprichada, descreveu suas dificuldades e tristeza em não poder presentear os dois filhos, de um ano e nove meses e de nove anos.
O pedido feito ao bom velhinho é para presentear o mais velho, que há quatro anos foi diagnosticado com tumor no osso do braço esquerdo e, neste período, já sofreu cinco quebraduras. Ela conta que, dá última vez, ele ficou com o braço torto.
Com o osso cada vez mais frágil, vive com restrições, sem poder viver como qualquer criança da mesma idade.
“Por causa desse problema, ele não pode fazer nenhum tipo de atividade física, porque não pode cair, não pode mais jogar bola nem andar de bicicleta e skate, suas brincadeiras favoritas. Gostaria de dar a ele um tablet, para que ele possa se divertir sem correr o risco de se machucar. Esse presente está completamente fora do meu alcance. Minha prioridade é não deixá-los passar fome e sem um teto para morar”, apelou.
Em outro trecho, a mãe diz que ficaria realizada com o pedido atendido. “Somente com sua ajuda poderei devolver a felicidade para meu filho e, assim, serei a mãe mais realizada do mundo”, finaliza.
A carta foi adotada por uma pessoa que pediu o anonimato. O presente chegará à criança pelos Correios.
Os Correios fizeram, ontem, uma entrega simbólica dos presentes arrecadados com o projeto “Papai Noel dos Correios” na Escola Municipal Professora Maria Tereza Rodrigues, no Jardim Santa Emília. Cerca de 70 crianças, a maioria do segundo ano do Ensino Fundamental, receberam bonecas, carrinhos e outros presentes enviados por padrinhos anônimos. A reportagem é de Laura Hosbalck e Beatriz Longhini.