Cinco pessoas foram indiciadas a pedido da CPI da Saúde, criada pela Câmara dos Vereadores de Campo Grande, no dia 20 de maio passado, concluída ontem no início da noite.
Os implicados no caso são acusados de participar de um esquema de desvio de recurso que deveriam ser aplicados em tratamentos de pacientes com câncer.A relatora da CPI, Carla Stephanini (PMDB), leu primeiro as 150 páginas da CPI, que foi produzida com 15 depoimentos. Depois, ela anunciou o desfecho da investigação.
Foram indiciados o médico Adalberto Siufi e o empresário Blener Zan, ex-diretores do Hospital do Câncer Alfredo Abrão; José Carlos Dorsa, ex-diretor do Hospital Universitário, Eva Glória Siufi, médica, irmã de Siufi e Luiz Felipe Terrazas, ex-presidente do Conselho Curador do Hospital do Câncer.
O relatório da CPI será entregue agora ao Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Controladoria Geral da União, Conselho Regional de Medicina e reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
A CPI surgiu logo depois da Sangue Frio, operação da Polícia Federal, que revelou o esquema. De acordo com a investigação, no Hospital do Câncer foram cobrados procedimentos até de pacientes que já tinham morrido.
Os envolvidos no esquema, durante as audiências da CPI, negaram as irregularidades.
Aprovaram o indiciamento três dos cinco integrantes da CPI.