Pelo menos 10 transplantes de rim devem deixar de ser feitos na Santa Casa até março de 2014, prazo estimado pela direção do hospital para apurar as circunstâncias de três óbitos de transplantados, ocorridos entre o fim de outubro e o mês de novembro. Por medida de segurança, a Santa Casa decidiu suspender no início deste mês os procedimentos e abrir investigação para apurar a causa das mortes. Uma equipe do Comitê Nacional de Transplantes esteve no hospital na semana passada e também acompanha as investigações.
Neste ano, conforme dados do hospital, 45 transplantes de rim foram feitos no local e em sete casos os receptores foram a óbito. “O transplante de rim é um procedimento de alta complexidade e de risco bastante elevado para o paciente.
Mas como ocorreram três óbitos recentes, optou-se em suspender as cirurgias, descobrir o que aconteceu, verificar os protocolos e reestruturar a nossa rede de transplante”, justificou o diretor da Associação Beneficente de Campo Grande e mantenedora da Santa Casa, Wilson Teslenco.
Nos três óbitos, todos os transplantados receberam órgãos de doador cadáver e em dois procedimentos, os rins eram de um mesmo doador, de outro Estado. Ainda conforme o diretor da ABCG, todas as possibilidades estão sendo levadas em conta, “desde a seleção do doador até a forma como o órgão é retirado, transportado e transplantado”.
A coordenadora da Central de Transplantes estadual, Claire Miozzo, foi procurada, mas informou que não estava autorizada a manifestar-se sobre o assunto.