Familiares estão pagando do próprio bolso pelo transporte particular de vítimas de acidentes de trânsito, em razão da falta de ambulâncias para atendimento na rede de saúde pública. A situação leva alguns pacientes feridos a esperar até dez horas, internados de forma improvisada nas unidades de saúde, antes do deslocamento para a Santa Casa de Campo Grande, segundo reportagem na edição de hoje do jornal Correio do Estado.
A motociclista Rosane Maria Menezes, 44 anos, foi uma das que sofreram com a espera. Ela foi atingida na manhã do dia 16, por volta das 8h, por um veículo na região central. Após a imobilização, os bombeiros a levaram para a Unidade de Pronto Atendimento Médico (UPA), no bairro Universitário.
Rosane, que deu entrada com dores nas costas, passou por atendimento médico no local, realizando, inclusive, exame de raio x. A partir daí, começou o drama dos familiares, ao saber que a mulher precisava ser transportada para a Santa Casa, mas que não havia ambulância.
A filha Gabriele Maria Barbosa, 26 anos, conta que chegou a sugerir o transporte no carro da família. Mas os funcionários disseram que, pelo procedimento médico, a paciente só poderia ser levada em ambulância, com os devidos cuidados. A reportagem é de Rafael Bueno.