Cidades

Após a 2ª Guerra

Morre soldado japonês que esperou 30 anos para se render

Morre soldado japonês que esperou 30 anos para se render

Redação

17/01/2014 - 14h50
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Hiroo Onoda, soldado imperial japonês que se escondeu em uma selva por quase 30 anos após o fim da 2ª Guerra Mundial para evitar a rendição, morreu nessa quinta-feira na capital nipônica, aos 91 anos. O porta-voz do governo de Tóquio, Yoshihide Suga, expressou nesta sexta-feira suas condolências, e lembrou da grande vontade de viver e o espírito indomável de Onoda, de acordo com informações da agência AP.

“Depois da 2ª Guerra Mundial, o senhor Onoda viveu na selva por muitos anos, e quando ele retornou ao Japão, eu senti que finalmente a guerra tinha terminado. Foi assim que eu senti”, afirmou o porta-voz.

Hiroo Onoda foi um oficial de inteligência que saiu da clandestinidade na ilha de Lubang, nas Filipinas, em março de 1974, no seu aniversário de 52 anos. Ele só se rendeu quando seu ex-comandante foi até o local e retirou a sua ordem, dada em 1945, para permanecer escondido e espionar as tropas americanas.

O militar recebeu boas-vindas de herói em seu retorno ao Japão. Em sua rendição formal ao então presidente filipino, Ferdinand Marcos, Onoda usou seu uniforme imperial, chapéu e espada, todos em bom estado, mesmo depois de 30 anos.

Em dezembro de 1944, o soldado foi enviado a Lubang, a cerca de 150 quilômetros de Manila, a capital das Filipinas. A maioria dos soldados japoneses se rendeu com a chegada das tropas americanas na ilha, em fevereiro de 1945. Centenas de japoneses, no entanto, permaneceram desaparecidos por anos depois da guerra.

Para sobreviver, Onoda roubava arroz e bananas de moradores locais, e abatia vacas para obter carne. Em fevereiro de 1974, Norio Suzuki foi até a ilha à procura de Onoda. Assim que o localizou, Suzuki retornou ao Japão e entrou em contato com o governo. Este, por sua vez, localizou o chefe de Onoda, o major Yoshimi Taniguchi, e o enviou para as Filipinas para dar a ordem de rendição ao soldado pessoalmente.

Correio já entrevistou
Os jornalistas do Correio do Estado, Hordonês Echeverria, Montezuma Cruz e Fausto Brites entrevistaram Hiroo Onoda, em 1975. O herói japonês rendeu-se ao Governo e depois veio morar em uma fazenda em Terenos (MS). 

    

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