Cidades

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Suspeito de atirar rojão pode ter sido coagido a depor, diz advogado

Suspeito de atirar rojão pode ter sido coagido a depor, diz advogado

Redação

13/02/2014 - 15h17
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O advogado dos acusados de terem atingido o cinegrafista da TV Bandeirantes com um rojão na semana passada questionou o depoimento de Caio de Souza à polícia, divulgado em parte pelo jornal Extra nesta quinta-feira. Para Jonas Tadeu Nunes, o jovem, identificado pela polícia como o responsável por acender o rojão que vitimou o cinegrafista Santiago Andrade, pode ter sido coagido a depor uma vez que já havia manifestado o desejo de falar apenas em juízo.

"Não sei por que a policia iria tomar o depoimento do meu cliente que se reservou o direito de ficar calado”, afirmou Jonas Tadeu, que disse não ter sido avisado pela polícia que Caio seria ouvido. “O depoimento não foi dado ao delegado titular, eu não sabia disso. Não sei se houve uma coação por parte de qualquer outro policial para ele falar, se o procedimento foi correto ou não. Se houve uma coação, é mais uma confusão nisso tudo”, reiterou o advogado.

Segundo o jornal, Caio disse em depoimento a agentes da 17ª Delegacia de Polícia e a agentes da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) que Fábio Raposo, outro jovem suspeito de participação no crime, o atiçou para disparar o artefato, falando “Solta, solta...”; no momento em que entregou lhe o rojão, o tatuador teria dito ainda “acende aí”. Porém, segundo a versão de Caio, quem acendeu o explosivo foi o próprio Fábio. Caio teria apenas segurado o artefato e o colocado no chão já aceso.

O advogado não soube, no entanto, precisar quais serão os rumos tomados pela defesa – ele está à frente dos dois casos e as declarações contrariam a versão dos fatos apresentada por Raposo anteriormente. Jonas Tadeu limitou-se a dizer que precisa se informar melhor sobre a questão. Ele deve se reunir hoje à tarde com os jovens, presos provisoriamente no Complexo de Gericinó, em Bangu.

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