Cidades

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Em Natal, professores ficam sem alunos na rede pública

Em Natal, professores ficam sem alunos na rede pública

Redação

15/02/2014 - 11h49
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Em Natal (RN), cerca de 160 professores contratados pela prefeitura estão sem dar aula por falta de alunos. Segundo a secretaria de Educação, 3.000 vagas no ensino fundamental e infantil não foram preenchidas e o prazo de matrícula, que terminava em 31 de janeiro, foi prorrogado.

Para a titular da pasta, Justina Iva, as seguidas paralisações de professores podem ter provocado uma migração para o ensino privado.

"Os pais e mães têm consciência de que, quanto mais horas de aula, maior o aprendizado dos filhos. Muitos preferem sacrificar a pouca renda que têm com uma escola particular", disse.

O Sinte-RN (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) contesta. Para a presidente da entidade, Fátima Cardoso, em 2012 o ano letivo foi interrompido em novembro "por falta de condições de funcionamento".

Naquele período, o município enfrentava dificuldade até para manter a merenda dos alunos. Em 2013, houve 13 dias de paralisação.

"As escolas estão sucateadas. Fala-se em novos colégios, mas não em recuperar os antigos. Será esse [sucessivas greves] o problema ou o município está deixando de cumprir suas obrigações?", questiona.

Segundo o sindicato, as vagas não preenchidas se concentram nas turmas de jovens e adultos no período noturno. "Com o pessoal dessa faixa etária, é preciso se esforçar muito para fazê-los ir para a sala de aula. Uma porcentagem mínima deve ter procurado outro colégio, e mesmo esses logo desistem", disse Cardoso. 

Para tentar reverter a tendência de queda de matrículas nos últimos anos, a prefeitura está construindo seis escolas em Natal e planeja instalar lousa digital nas classes. "Nós vamos resgatar o respeito e a credibilidade da nossa rede de ensino", disse a secretária da Educação. 

Segundo ela, cerca de 60% dos professores da rede têm pós-graduação, e a infraestrutura, "se não é perfeita, também não é das piores".

Os professores excedentes estão sendo encaminhados para funções administrativas, e o número de servidores temporários será reduzido.

Em média, o salário dos professores é de R$ 2.000, segundo a secretaria. 

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