Um soldado da Polícia Militar, de 31 anos, foi preso ontem (25), em Três Lagoas (MS), acusado de atropelar uma criança, fugir sem prestar socorro e causar confusão em um posto de saúde do município. De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia foi acionada porque o homem estava muito nervoso, chutando cadeiras e promovendo desordem na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ele foi até lá com escoriações e um corte no pé esquerdo, dizendo que havia caído de sua moto. No entanto, o PM e a esposa, que o acompanhava, apresentaram informações desencontradas sobre o local da queda. Além disso, não revelaram onde estaria a motocicleta.
Mais tarde, a Polícia recebeu denúncia sobre uma motocicleta preta que teria atropelado uma criança, no Jardim Imperial. O condutor usava camisa vermelha, short preso e estava sem capacete. O comunicante também afirmou que a moto estava abandonada na Rua da Justiça, mas o veículo não foi encontrado. Na UPA, os policiais constataram que as roupas do acusado eram semelhantes à descrição.
O PM saiu da unidade de saúde e compareceu ao 2º Batalhão da Polícia Militar para entregar um atestado médico, acompanhado da esposa e da cunhada. Foi pedido para que aguardasse no local, mas ele fugiu. A guarnição solicitou a parada do veículo e o encaminhou de volta à delegacia. A mãe da vítima se deslocou até lá e o reconheceu como o autor do atropelamento. Ainda segundo o registro policial, o PM apresentava sinais de estar sob o efeito de entorpecentes e expôs várias outras versões para explicar os ferimentos.
O soldado foi levado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Ponta Porã, onde o caso foi registrado como "conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão de influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência" e "lesão corporal culposa na direção de veículo automotor".