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EDUCAÇÃO

Um mês após início das aulas, alunos continuam sem kits

Um mês após início das aulas, alunos continuam sem kits

Redação

07/03/2014 - 00h00
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Com três filhos no Ensino Fundamental da Escola Municipal Padre Tomaz Ghirardelli, no bairro Dom Antônio Barbosa, um dos mais carentes de Campo Grande, o garçom Alexandre de Oliveira, 36 anos, já gastou mais de R$ 350 na compra de materiais escolares. Lucineide de Souza, 48, que também tem filhos na mesma escola, vive o mesmo drama – já gastou R$ 100 em material. Tudo isso ocorre porque a Rede Municipal de Educação (Reme) já entra no segundo mês do ano letivo e ainda não entregou os kits escolares deste ano, obrigando os pais a comprarem os produtos que são comumente entregues pelo Poder Público, conforme reportagem na edição desta sexta-feira (07) do jornal Correio do Estado.

Para o doutor em Educação Antônio Osório, apesar do benefício – tanto da entrega de kits quanto de uniformes – ser assistencial, e não educacional, a falta ou mesmo o atraso na entrega dos materiais influencia, principalmente, na questão didática, uma vez que cadernos e livros são usados no processo de aprendizado. “São instrumentos que os alunos manuseiam, e faz parte da responsabilidade da escola entregá-los”, afirmou.

A Câmara de Campo Grande aprovou, ontem, um requerimento que pede à administração municipal que apresente todos os documentos referentes à licitação dos kits escolares e, também, sobre a aquisição dos uniformes. A vereadora Carla Stephanini, autora do pedido, disse que “havia um prazo para a entrega dos kits. A licitação findou e nada foi entregue ainda”.

Um mês depois do início das aulas, não há previsão de entrega dos materiais escolares nem das camisetas e bermudas. Pais ouvidos pela reportagem disseram que esses produtos, em anos anteriores, chegavam logo no começo do período letivo. A reportagem é de Lucia Morel.

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