Cidades

DIREITOS HUMANOS

Comissão sepulta ações da gestão Marco Feliciano

Comissão sepulta ações da gestão Marco Feliciano

Redação

13/03/2014 - 03h00
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Em sua primeira sessão de votação após a polêmica gestão do deputado e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara adotou hoje um discurso de que é preciso "virar a página" e decidiu interromper ações promovidas pela presidência anterior.

Agora sob o comando do PT, a comissão arquivou todos os requerimentos não votados da gestão de Feliciano, além de sepultar subcomissões montadas no ano passado, entre elas a de "defesa das Forças Armadas", que era presidida pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), entusiasta do regime militar (1964-1985).

Feliciano, que agora integra a comissão como suplente, apareceu no início da sessão, assinou sua presença, mas se retirou logo em seguida. Bolsonaro não compareceu.
A gestão de Feliciano na presidência da comissão foi bastante tumultuada e marcada por uma sistemática oposição de movimentos de direitos humanos, que o acusavam de homofobia e racismo. Em uma das polêmicas que se envolveu, Feliciano afirmou que africanos sofrem uma maldição bíblica.

Na sessão de hoje, o novo presidente da comissão, Assis do Couto (PT-PR), disse ser hora de "pacificar os ânimos". O que não impediu o deputado Domingos Dutra (SDD-MA), um dos principais opositores de Feliciano, de afirmar que a comissão estava sendo "ressuscitada".
Aliados de Feliciano, que também permanecem na comissão, reagiram e pediram respeito.

Mas eles também falaram em necessidade de que a "página" da gestão Feliciano "fosse virada". "Na verdade, durante todo o ano passado tivemos momentos muito difíceis, tensos, que queremos deixar para trás", disse Roberto de Lucena (PV-SP).

Na semana que vem, os aliados do pastor irão pedir que seu retrato seja colocado na galeria dos ex-presidentes, em exibição na comissão. Integrantes da nova gestão, porém, tentam impedir isso.
 

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