A Polícia Federal indiciou oito médicos anestesistas que atuam ou já atuaram na diretoria da Servan Anestesiologia e Tratamento de Dor, empresa de Campo Grande, por formação de cartel, isto é, por monopolizar o mercado, informou o superintendente regional da PF, Edgar Marcon. A sociedade médica nega a queixa, segundo reportagem na edição de hoje (19) do jornal Correio do Estado.
No início deste mês, a superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já havia recomendado que a Servan devia ser condenada por “infrações à ordem econômica no mercado de serviços”, no caso, pelo suposto monopólio.
O relatório da PF que indiciou os oito médicos anestesistas é resultado de um inquérito instaurado em 2009 contra a Servan. A demora no desfecho da questão, quase cinco anos, segundo Marcon, ocorreu por se “tratar de crime tributário, que exige minuciosa investigação”.
A assessoria de imprensa do Ministério Público Federal (MPF), que deve ou não ofertar denúncia contra os médicos, informou ontem que o relatório foi devolvido à PF. A instituição pediu que fossem feitas novas diligências. A reportagem é de Celso Bejarano.