Moradores e proprietários de terrenos no Jardim Noroeste reclamam da água suja que sai do Complexo Penitenciário, formando um esgoto a céu aberto no bairro, localizado na saída para Três Lagoas, em Campo Grande. Com a falta de canalização, a água que vem do complexo, onde estão recolhidos cerca de 4,5 mil presos, percorre entre os terrenos até desaparecer em meio às matas, nas proximidades. Depois de ter sido aparentemente resolvido em 2010, o problema, que durou mais de 30 anos, reapareceu. A reportagem está na edição de hoje (22) do jornal Correio do Estado.
José Carlos de Moraes, 70 anos, é um dos que reclamam da água “malcheirosa”. Para ele, além de danificar o meio ambiente, a situação provoca mau cheiro e leva preocupação a quem passa pelo local, em razão da falta de higienização sanitária.
Na sua avaliação, só mesmo a canalização da água pode resolver a questão. “Essa água poluída, malcheirosa, não pode ficar exposta a céu aberto. O poder público tem quem fazer alguma coisa”, avalia.
De acordo com José Carlos, a água suja passa por entre 14 quadras do bairro, atingindo, pelo menos, 280 terrenos, num raio de quatrocentos metros do presídio. Em algumas vias, a água formou buracos por onde escorre, formando uma espécie de leito. A reportagem é de Rafael Bueno.