O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), esteve reunido hoje (25) com o superintendente da Caixa Econômica Federal, Paulo Antunes Siqueira, servidores da instituição financeira e das secretarias municipais para a criação de um comitê a fim de dar celeridade a obras paradas que, juntas somam R$ 80 milhões. O objetivo é garantir que a prefeitura não perca os recursos, como é o caso da obra do PAC 2 – Anhanduí, cuja verba corre o risco de ser devolvida para a União.
Representantes da Semadur, Seintrha, Emha, Procuradoria-Geral do Município e da Caixa Econômica Federal debateram, por algumas horas, o andamento de cada projeto e a maneira de garantir que essas obras sejam retomadas ou iniciadas. Os contratos ativos junto à CEF são os seguintes: PAC 2 – Bálsamo, Segredo e Taquaral Bosque; PAC 2 – Drenagem urbana e controle de erosão/ Complexo Anhanduí, Cabaças e Areias; PAC 2 – Anhanduí; além de outros 30 projetos do Orçamento Geral da União que somam R$ 40 milhões e estão atrasados, paralisados e alguns não foram iniciados.
O superintendente da Caixa comunicou que recursos de 11 projetos correm o risco de serem devolvidos ao Ministério das Cidades, já que o prazo para o processo de início dos mesmos está terminando. “São projetos que ficaram parados e os processos de início não foram realizados para garantir esses recursos. O tempo agora é curto”, explicou Paulo Antunes. Embora haja o fator tempo, o representante da CEF ressaltou que recebeu uma ligação do Ministro das Cidades, Gilberto Guimarães Occhi, que pediu atenção especial para Campo Grande, ao entender que houve uma crise política no município, o que acabou resultando nessa realidade. “O ministro pediu essa atenção e, no que depender de nós, faremos um empenho para garantir todos esses recursos”.
“Estamos aqui para trabalhar por Campo Grande e não vamos permitir que as pessoas sejam prejudicadas. Vamos dar celeridade em tudo e fazer andar todas essas questões que estavam paradas por burocracias que poderiam ter sido sanadas há muito tempo. Estamos criando um comitê que vai dar agilidade e celeridade nestes processos. Em um mês, vamos todos realizar ações que deveriam ser feitas em seis meses. Não há tempo, mas há vontade de fazer e temos a boa vontade desde o ministro, que entendeu a crise política a qual a cidade enfrentou e também a equipe da Caixa, que desde a semana passada esteve reunida conosco para nos ajudar a solucionar todas essas questões”, garantiu Gilmar Olarte.
Além das obras do PAC 2, a Prefeitura tem contratos ativos com a CEF na área da habitação, que ultrapassam 5 mil unidades. É o caso do Residencial Nelson Trad, que irá beneficiar 1,6 mil famílias e mesmo finalizado, por questões burocráticas e falta de gestão, não foi entregue à população. A previsão agora é a de que o condomínio seja entregue neste semestre. Os projetos habitacionais de Campo Grande somam hoje R$ 330 milhões.
Além dos projetos paralisados, o Município já tem aprovado junto ao Ministério das Cidades R$ 500 milhões em projetos do PAC 2 – Pavimentação e Qualificação de Vias e o PAC 2 – Mobilidade Urbana. O primeiro envolve a pavimentação de vários bairros da cidade e terá investimento de R$ 311 milhões. Já o projeto de mobilidade urbana, envolve recursos de R$ 180 milhões e o projeto básico contém corredores exclusivos de ônibus, terminais, viadutos, além de novos modelos de pontos de ônibus.