Começou nesta quinta-feira, em São Paulo, a Erotika Fair, encontro do mercado erótico latino-americano e quarta maior feira erótica do mundo.
Para Paula Aguiar, presidente da ABEME (Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico e Sensual), empreender no setor exige alguns talentos pontuais, como desinibição, conhecimento dos produtos etc, mas se torna cada vez mais comum.
Dados da associação apontam que, em 2012, os mais de 10 mil pontos de venda de produtos eróticos no país movimentaram cerca de R$ 1 bilhão.
"O mercado erótico não é mais como antigamente. Antes você podia arriscar, era tudo muito novo e não tinha concorrência. Hoje temos um histórico e é preciso conhecer muito bem o mercado", explica.
Daniel Passos, 33, fundador do sex shop on-line Loja do Prazer, um dos primeiros do setor no país, afirma que atualmente a concorrência é grande.
"Começamos há 15 anos e tínhamos apenas um concorrente. Hoje, existem mais de 1.500 lojas virtuais no país."
Para se sobressair, algumas dicas são importantes. Veja abaixo os conselhos dos especialistas:
Abra sua mente
Para Aguiar, antes de decidir empreender no mercado erótico, é preciso fazer algumas perguntas a si mesmo.
"Você está preparado para lidar com o cliente desse setor? Não vai se melindrar com aquele consumidor que conta sua performance entre quatro paredes e pede orientação?"
Segundo ela, o empreendedor deste nicho não pode ser preconceituoso. "Pense se você está preparado para lidar com a sexualidade do seu cliente."
Conheça o Mercado
Antes de empreender, é preciso conhecer bem o mercado. O site da ABEME disponibiliza uma série de informações sobre o setor como, por exemplo, os produtos mais vendidos (em 2012 foram géis para sexo oral; géis funcionais, como são conhecidos vibradores líquidos, retardantes e sprays excitantes; géis, pomadas e loções que facilitam sexo anal e o anel peniano com vibrador, nessa ordem).
"Pesquise sobre o mercado on-line, lojas físicas e vendas porta a porta. Veja para qual você tem mais talento, porque isso também é importante", diz Aguiar.
Segundo os dados de 2012 da associação, as lojas físicas são as preferidas da classe A, a internet é o principal canal de compra da classe B, e as revendedoras são as prediletas das classes C e D.