Ainda em curso, auditoria conduzida pela Secretaria de Governo (Segov) da prefeitura de Campo Grande indica que o custo da festa de Carnaval, promovida entre os dias 28 de fevereiro e 4 de março deste ano, pode ter sido superfaturado. A informação está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.
Na inspeção, segundo dados já apurados, o município pagou para trazer as bandas e artistas carnavalescos em torno de R$ 1 milhão, perto dobro cobrado no mercado artístico, mostra a reportagem.
Relatório da auditoria aponta por exemplo, que a prefeitura, então administrada pelo prefeito Alcides Bernal, do PP, cassado dia 12 do mês passado, pagou R$ 231.780,00 a microempresa Eco Vida Prestadora de Serviços Ltda. Esse foi o valor pago pela contratação do grupo “Terra Samba”, que se apresentou no dia 21 de fevereiro, na Esplanada da Ferrovia, na vila dos Ferroviários.
“O mesmo [contrato] leva indícios de favorecimento à empresa [Eco] e superfaturamento na contratação dos artistas, contrato social sem autenticação das assinaturas em cartório e sem a consolidação do mesmo, sem a justificativa de preço, sem contrato de prestação de serviço ou instrumento similar”, diz trecho do diagnóstico. O recurso foi pago por meio da Fundação Municipal de Cultura.
A prefeitura pagou também a Eco, diz o relatório, R$ 632.340,00, quantia que justificaria a contratação dos artistas que embalaram a festa popular, realizada tradicionalmente na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Entre os artistas, vieram à Capital as banda ThimBahia, Company, Aramaça. A reportagem é de Celso Bejarano.