A Escola Municipal Rural Polo Porto Esperança – extensão Sebastião Rolon, distante 140 quilômetros de Corumbá (MS), às margens do rio Taquari, que atendeu por 40 anos crianças e adolescentes da colônia Bracinho, com idade entre 7 e 17 anos, foi retirada da comunidade e transferida para cerca de 10 quilômetros de suas casas, mostra reportagem do jornal Correio do Estado.
Em meio a corixos e areia, a escola agora fica ema numa pousada alugada pela Prefeitura, numa região chamada Porto Sairu. Os alunos tem que andar todos os dias 20 quilômetros para terem acesso à educação.
Segundo a secretária Municipal de Educação Roseane Limoeiro da Silva Pires, a transferência é “provisória, por 2 anos”. O caso foi parar no Ministério Público Federal (MPF).
Conforme a publicação, as aulas na unidade estão 35 dias atrasadas em relação ao calendário escolar do município. Muitas crianças ainda não foram matriculadas – umas, inclusive, por não terem sequer o registro de nascimento – e parte das que foram têm faltado às aulas. Isso, em razão da dificuldade de deslocamento dos jovens até a nova sede.
Para tentar resolver a situação, o MPF/MS convocou uma reunião no dia 14 de março com representantes da colônia Bracinho, Secretaria de Educação, e membros da Comissão Pastoral da Terra, que desde 2006 tem acompanhado a problemática da escola na Comunidade, que já ficou sem professores, sem água, não possuía energia elétrica, nem alojamentos.
A reportagem é de Ana Carolina Monteiro, de Corumbá.