A criminalidade está cada vez mais forte. A sociedade, cada vez mais fraca. A frase foi dita por Lilian Silvestrini, mãe de Breno Silvestrini, morto ano passado por bandidos e uma das idealizadoras da Associação Mães da Fronteira, que organizou ato público neste domingo para pedir mais segurança.
Segundo a Polícia Militar, cerca de 450 pessoas participaram do ato. Lilian disse que acreditava que houvesse a participação de mais pessoas. “Enquanto a sociedade não se unir, as coisas vão continuar como estão”, lamentou.
A motivação da campanha foi o caso mais recente na cidade, do empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, assassinado por bandidos que queriam roubar seu carro para praticar crimes. Da família dele, apenas um irmão, Everton Patrick Bernal, de 34 anos, esteve na passeata. “Estamos aqui para pedir leis mais severas. Não podemos continuar do jeito que está”, declarou. Ele disse que os pais não foram, pois ainda estão muito abalados.
Estiveram presentes também familiares de vítimas de outros casos de violência, inclusive, a mãe de Eliza Samúdio.
Os manifestantes se concentraram em frente a prefeitura e seguiram até o Parque das Nações Indígenas, onde realizaram o ato para pedir mais segurança e o fim da impunidade.
Fotos: Gerson Oliveira / Correio do Estado