A maioria dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso do Sul desprezam e nem querem dar publicidade a uma das principais ferramentas que deixaria claro o que, de fato, acontece com o dinheiro que mantém o legislativo, poder sustentado por recurso saído dos bolsos dos contribuintes, em torno de R$ 18 milhões por mês, considerando o gasto do mês passado, conforme matéria publicada hoje (14) no jornal Correio do Estado.Trata-se da Lei da Transparência, regra que já deveria ter ter entrado em vigor em 2012. Os deputados, interessam-se mais em divulgar suas atividades parlamentares, atitude que custa em torno de R$ 270 mil mensais, se somado o gasto deles juntos.
O Correio do Estado enviou e-emails a cada um dos parlamentares tratando do assunto duas semanas atrás. Vinte e dois dos 24 não responderam a questão. E os dois parlamentares que atenderam à solicitação apresentaram argumentos que pouco ou quase nada contribuíram com o assunto. Zé Teixeira, do DEM, assim se expressou: “acusamos o recebimento e vamos nos interar e lhe informaremos”. Nenhum outro comunicado foi emitido depois ao jornal. Já o deputado Felipe Orro, do PDT, deu uma pista que poderia resolver o questionamento. “... as respostas às questões que o amigo me trouxe só podem ser obtidas junto à Mesa Diretora da Assembleia (Presidência e 1ª Secretaria), que efetivamente administram a Casa. Acredito que o amigo será bem atendido e quero crer que essas informações que busca estejam disponíveis, talvez por outro meio, já que se trata de Lei Federal”, manifestou o parlamentar.
O e-mail tratando da Lei da Transparência, contudo, já havia sido emitido ao presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos, do PMDB e ao o primeiro-secretário da Casa, Antônio Carlos Arroyo, do PR. No caso de Jerson, por duas vezes. É que no primeiro envio da mensagem aparecia uma erro no texto. A palavra itens foi acentuada de modo errado. Outro comunicado foi emitido com pedido de desculpas pela falha gramatical. A retratação foi enviada a quatro deputados, isso quer dizer que quatro parlamentares receberam a mensagem por duas vezes. Ainda assim, não responderam. A reportagem é de Celso Bejarano.