A morte seguida de roubo (latrocínio) contra o empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, 32, pode colocar à mostra um esquema de emissão ilegal de placas identificadoras de veículos. A informação é da delegada Maria de Lourdes de Souza Cano, titular da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), que iniciou investigações para descobrir como os matadores do empresário conseguiram placas originais para afixar no carro roubado da vítima.
Conforme a delegada, após terem se apoderado do Golf prata, placas HTJ-7457, de Campo Grande, Thiago Henrique Ribeiro, Jeferson dos Santos Souza e Rafael Diogo entregaram o carro para o funileiro Ataíde Pereira dos Santos fazer a troca da pintura, que foi substituída pelo branco, e as placas trocadas por NRP-0011, de Ponta Porã.
A polícia descobriu que as novas placas eram originais. A partir do código do fabricante existente nas peças, os investigadores da Defurv chegaram à empresa terceirizada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para a fabricação.
Maria de Lourdes Cano explicou que, oficialmente, essas placas só poderiam ter sido fabricadas por solicitação do Detran. Mas, o órgão já informou que não há nenhum procedimento para o qual tenha sido solicitadas as peças identificadoras.
Já a empresa, num primeiro momento, diz que no dia da entrega havia muito movimento no local e não sabia informar quem havia feito e retirado as encomendas.
Os criminosos jogam de um para o outro a obtenção das placas. A Defurv informou que abriu uma investigação paralela e o objetivo agora é descobrir de onde partiu a encomenda.