O pai e a madrasta do menino Bernardo, 11 anos, que foi encontrado morto em Frederico Westphalen (RS), foram vistos em uma festa em 5 de abril em Três de Maio, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos, onde o casal reside. Segundo o atestado de óbito, a criança foi morta um dia antes da festa. O pai, Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Boldrini, e uma amiga desta estão presos suspeitos do crime.
“Era visível que estavam felizes, e bebendo como todos da festa”, diz Luana Gabriela, promotora do evento, que também é de Três Passos e conhecia o casal. “Toda a população aqui sabia de como era o caso. As pessoas viam ele pela rua, ou esperando sentado na calçada o pai chegar”, diz Luana, que afirma que a madrasta não deixava a criança entrar em casa quando voltava da escola.
A promotora conta que os dois ficaram no no camarote mais caro do evento, que custava R$ 60 por pessoa. O organizador da festa, Paulo Cavalcanti, diz que outras pessoas viram o casal. “Não tenho relacionamento com esse casal, nem sei quem é (...), mas nossos promoters confirmaram que estavam lá.”
A assistente social Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta, foi quem indicou onde o corpo estava enterrado. Ela ainda disse à polícia que o menino foi dopado e depois recebeu uma injeção letal. A assistente social conta que ela e Graciele foram de Três Passos a Frederico Westphalen com a desculpa de comprar uma TV.
O casal foi preso na última segunda-feira suspeito pelo crime. A mãe do menino, Odilaine Uglione Boldrini, teria cometido suicídio em 2010, após o fim do relacionamento com Leandro.