O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Ruy Celso Barbosa Florence, disse, durante entrevista coletiva nesta tarde, que a investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) iniciou-se com a denúncia feita por um agiota que afirmou ter “emprestado dinheiro para comprar vereador”. A investigação começou em outubro do ano passado, mas se tornou pública no dia 11 deste mês, quando o Gaeco cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do prefeito Gilmar Olarte, do PP.
Responsável por assinar o mandado de busca e apreensão na casa do prefeito, o desembargador disse que trata-se de procedimento cautelar a pedido do Gaeco. Ruy Celso disse ainda que agendou a coletiva para esclarecer alguns pontos, já que o fato estava criando 'alvoroço' na cidade. “Uma das funções da Justiça, do juiz, é garantir a paz social”.
Questionado sobre valores, quem seria o agiota e quais os nomes ou quantos vereadores estariam envolvidos, o desembargador não informou, alegando se tratar de segredo de Justiça.
O desembargador informou ainda que tanto o prefeito quanto os vereadores sabiam exatamente do que se tratava as investigações, pois, segundo ele, nos mandados estavam escritos os motivos pelos quais o Gaeco apreendeu os materiais na casa do prefeito e notificou os vereadores Eduardo Romero, Flávio César e Otávio Trad, todos do PtdoB, que foram ouvidos na investigação.
Ruy Celso esclareceu que o Gaeco está realizando um inquérito, ou seja, está investigando fatos. Ele informou que não sabe quem é o investigado. Primeiro o órgão está coletando documentos, provas e depoimentos e, somente depois, poderá ou não pedir a prisão de alguém ou até mesmo a quebra do sigilo bancário de algum envolvido, por exemplo.