Cidades

AÇÃO MILITAR

Relatório da CNV indica que políticos sabiam de atentado ao Riocentro

Relatório da CNV indica que políticos sabiam de atentado ao Riocentro

Redação

29/04/2014 - 17h15
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Em audiência pública no Arquivo Nacional, no Rio, foi divulgado, nesta terça-feira (29), o relatório preliminar da Comissão Nacional da Verdade (CNV) que conclui que o atentado ocorrido no Riocentro, durante um espetáculo para celebrar o Dia do Trabalho, em 1981, foi "fruto de um minucioso e planejado trabalho de equipe, que contou com a participaçao de militares, em especial agentes ligados ao Exército e ao SNI (Serviço Nacional de Inteligência)". E que há fortes indícios de conhecimento das autoridades da época.

O relatório também diz que o Inquérito Policial Militar de 1981, para apurar as supostas responsabilidades na explosão das bombas, foi manipulado para que o capitão Wilson Machado e o sargento Rosário fossem apontados como vítimas e a autoria do atentado, como indefinida.

O coordenador da CNV, Pedro Dallari, destaca ainda que os idealizadores do atentado visaram atribuir a autoria a grupos armados de resistência ao regime, o que não se sustentou diante do conjunto de provas e indícios.

"O atentado não foi devastador devido a falhas na execução do plano. Foi constatado que se tratou de uma ação desestabilizadora da ordem social e para impedir a abertura política já em curso nos a os 80 e tentar a sobrevida do regime militar", disse Dallari.

O atentado ao Riocentro

Em 30 de abril de 1981, véspera do Dia do Trabalho, um show reuniu milhares de pessoas no Riocentro, na Capital do RJ. O evento acabou entrando para a história pelo lado trágico, com a explosão de duas bombas no local.

A primeira bomba explodiu dentro de um carro, ferindo o capitão Wilson Luis Chaves Machado e matando o sargento Guilherme Pereira do Rosário. A segunda explodiu na casa de força do Riocentro, sem causar vítimas. Até hoje o atentado não foi totalmente esclarecido.

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