Os dispositivos eletrônicos podem ganhar uma bela novidade nos próximos anos. Trata-se da vida útil das baterias, a qual pode chegar a até 50 anos.
Pesquisadores desenvolveram um projeto revolucionário não convencional, o qual prolonga a vida útil de uma bateria em pelo menos 26%. Um elemento que é liberado reage com o eletrólito para se obter a carga de um impulso.
A novidade foi desenvolvida por pesquisadores do Departamento de Energia do Laboratório Nacional de Oak Ridge, em Tennessee, nos EUA.
Em baterias convencionais, duas chapas de diferentes metais são colocadas dentro de uma solução química chamada eletrólito. Os metais reagem com a solução para a produção de uma carga que se acumula sobre a placa negativa, o ânodo. A placa positiva, chamada cátodo, libera estas cargas e uma tensão é criada entre as duas placas. Quando ligado a um circuito, essa tensão flui com uma corrente para alimentar um dispositivo.
No novo projeto, o eletrólito é um “componente inativo”. A bateria descarrega e gera um sal de fluoreto de lítio. Isso contribui para catalisar adicionalmente a atividade eletroquímica do eletrólito, transformando-o em uma forma inativa para um componente ativo, aumentando a quantidade de energia e o tempo que a bateria irá durar.
O novo conceito foi demonstrado em uma bateria de lítio de flúor de carbono, considerada uma das melhores baterias de uso único por causa de sua alta densidade de energia, estabilidade e vida útil.

O aumento de 26% na vida útil pode significar em anos ou décadas, dependendo de como a bateria está sendo utilizada.
Os resultados obtidos pelos pesquisadores foram publicados no Journal of The American Chemical Society.