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Rio Grande do Sul

Polícia prende quarto suspeito de participação em morte de Bernardo

Polícia prende quarto suspeito de participação em morte de Bernardo

Redação

10/05/2014 - 14h51
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A Polícia Civil prendeu na tarde deste sábado (10) o irmão da assistente social Edelvania Wirganovicz, presa por suspeita de participação na morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos. O mandado de prisão foi cumprido em Frederico Westphalen, na Região Norte do Rio Grande do Sul.

A delegada Caroline Bamberg Machado publicou em uma rede social que o homem também é suspeito de ter participado do crime. Segundo ela, a prisão é de caráter temporário, por 30 dias. Maiores detalhes serão elucidados apenas na próxima terça-feira (13), após entrega do inquérito policial.

O advogado de Evandro Wirganovicz afirmou ao G1 que ainda não tem conhecimento dos motivos da prisão e que o seu cliente foi interrogado na última semana. O preso tem 31 anos, é motorista e será levado para Três Passos, onde ocorre a investigação.

Além de Edelvania, o pai da criança, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini, também estão presos desde o dia 14 de abril, mesma data que o corpo do menino foi encontrado em uma cova em Frederico Westphalen. A cidade fica a cerca de 80km de Três Passos, onde o menino morava. Ele estava desaparecido desde 4 de abril. De acordo com a assessoria da delegacia, os três suspeitos do crime serão indiciados por homicídio triplamente qualificado, já que a morte foi consumada.

Nesta semana, o órgão solicitou um novo depoimento do pai. Ele deve ser submetido, agora, ao detector de mentiras. "Estamos esperando a resposta do advogado", afirmou Caroline, nesta sexta-feira (9), à RBS TV.

Entenda
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No domingo (6), o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

"O menino estava no banco de trás do carro e não parecia ameaçado ou assustado. Já a mulher estava calma, muito calma, mesmo depois de ser multada", relatou o sargento Carlos Vanderlei da Veiga, do CRBM. A madrasta informou que ia a Frederico Westphalen comprar um televisor.

O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. Na segunda-feira (14), o corpo do garoto foi localizado. De acordo com a delegada responsável pela investigação, o menino foi morto por uma injeção letal, o que ainda precisa ser confirmado por perícia. A delegada diz que a polícia tem certeza do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga da mulher no sumiço do menino, mas resta esclarecer como se deu a participação de cada um.

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