Cidades

ESCÂNDALO

Ex-diretor da Petrobras se recusa a falar com comissão externa da Câmara

Ex-diretor da Petrobras se recusa a falar com comissão externa da Câmara

Redação

14/05/2014 - 18h30
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O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa se recusou a falar com a comissão externa da Câmara dos Deputados instalada para apurar irregularidades na estatal. A audiência havia sido autorizada na semana passada pelo juiz Sergio Moro, e estava prevista para o próximo dia 22, mas dependia de Paulo Roberto.

Ele foi preso na operação Lava Jato, da Polícia Federal, e virou réu pela acusação do MPF (Ministério Público Federal) de ser um dos chefes de quadrilha especializada em lavar dinheiro no exterior.

Segundo deputados da comissão, hoje pela manhã, advogados de Paulo Roberto informaram ao presidente da comissão, Maurício Quintela (PR-AL), que a defesa do ex-diretor foi constituída de forma ''precária'', apenas para cuidar da liberdade do cliente. Por isso, não tiveram tempo para prepará-lo e acompanhar uma eventual oitiva.

Durante reunião da comissão hoje, foram aprovados três requerimentos para avançar na apuração das irregularidades na estatal. A primeira, do próprio Quintella, é uma visita à Procuradoria Geral da República no Rio de Janeiro, que acompanha denúncias de pagamento de propina por funcionários da empresa holandesa SBM Offshore para garantir contratos com a Petrobras.

Também foi aprovado um requerimento que pede compartilhamento de documentos com a Holanda a respeito da SBM.

Em março, a Petrobras publicou nota informando que concluiu suas investigações internas e não encontrou indícios de propina paga pela SBM.

O deputado Fernando Franceschini (SDD-PR) conseguiu aprovar um pedido à Justiça de acesso à cópia integral da operação Lava Jato. Ele deve aproveitar o próximo dia 22 para se reunir com Sergio Moro, no Paraná.

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